CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO E ATIVISTAS e LIDERANÇAS LGBT PARA O CONTROLE SOCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
1 – Os critérios de seleção destinam-se à escolha de candidatos, com vistas ao provimento de vagas no Curso de Formação de Ativistas/Lideranças LGBT para o Controle Social no Sistema Único de Saúde – SUS. A distribuição das vagas terá âmbito nacional e será feita por regiões, na seguinte proporção: 30 (trinta) vagas para candidatos oriundos das Regiões Sul e Sudeste,
40 (quarenta) vagas para candidatos oriundos da Região Nordeste e
30 (trinta) Centro Oeste e Norte, totalizando 100 (cem) vagas.
São requisitos para a seleção:
a) Idade mínima de 18 anos;
b) Ser ativista/militante de movimentos sociais LGBT;
c) Ensino Médio concluído;
d) Ter acesso à internet e conhecimentos de seus sistemas operacionais;
e) Disponibilidade de tempo para realizar todas as atividades propostas;
Documentos a serem apresentados:
a) Formulário de inscrição, disponível no endereço eletrônico www.ceperj.rj.gov.br;
b) Currículo;
c) Certificado de conclusão do Ensino Médio ou Superior;
d) Carta de apresentação de OSC, ONG, Movimento Social, Conselho de Saúde, Conselho LGBT ou Comitê LGBT/equidade;
Calendário de Inscrição por Região:
Regiões Sul e Sudeste 27/11/2013 a 20/12/2013
RegiõesNorte e Centro Oeste 23/12/2013 a 21/01/2014
RegiõesNordeste 22/01/2014 a 20/02/2014
Curso de formação:
Os candidatos selecionados participarão de um curso de formação com carga horária de 32h, dispostos em 4 dias com carga horária de 8h por dia, onde serão expostas e debatidas as temáticas pertinentes ao objetivo que se pretende alcançar, dentro do contexto de Controle Social no Sistema único de Saúde.
O Curso de Formação terá carga horária total de 52 horas, sendo divididas em 32h presenciais e 20h em um ambiente virtual de aprendizado em formato EAD.
"ME DEIXE PASSAR COM A MINHA BELEZA, PORQUE EU SOU DA COR DO CÉU, DA COR DO SOL. SOU MAR E TERRA; SOU ESSA LUZ QUE ESTÁ AO SEU REDOR".
"ME DEIXE PASSAR COM A MINHA COR, COM MEU AMOR, COM A MINHA OUSADIA, PORQUE O QUE LHE CAUSA ESPANTO É MEU SEMBLANTE, É MEU CANTO, QUE LHE TRAZ HISTÓRIA, FORÇA E ALEGRIA". Tânia B. Teodoro
O canto do negro Veio lá do alto É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus http://modaebeleza.cafeversatil.com/wp-content/uploads/2009/12/898595914.jpg
Dizem que o autor desta história é Esopo, um escritor da Grécia Antiga que é considerado o inventor da fábula. A fábula é um gênero literário em que os animais têm características humanas. Eles falam e agem como pessoas. No final, tem sempre uma moral da história.
A história de "A cigarra e a formiga" foi recontada por Jean de La Fontaine (escritor francês que viveu no séc. XVII) assim:
Tendo a cigarra cantado durante o verão, Apavorou-se com o frio do inverno Sem mosca ou verme para se alimentar, Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para aguentar Até vir uma época mais quentinha! - "Eu lhe pagarei", disse ela, - "Antes do verão, palavra de animal, Os juros e também o capital." A formiga não gosta de emprestar, É esse um de seus defeitos. "O que você fazia no calor de outrora?" Perguntou-lhe ela com certa esperteza. - "Noite e dia, eu cantava no meu posto, Sem querer dar-lhe desgosto." - "Você cantava? Que beleza! Pois, então, dance agora!"
A moral dessa história é que todas as ações geram consequências. Enquanto a cigarra se divertia, a formiguinha só trabalhava. Mas, no fim, o esforço da formiga é compensado pela fartura e a cigarra, que não se preparou, ficou sem ter o que comer.
Aos senadores da Assembléia Nacional Afegã e ao presidente da Comissão do Legislativo, Malawi Ghulam Muhiuddin Monsef:
Enquanto cidadãos preocupados, estamos chocados diante das propostas de mudança no código de processo penal afegão que quer proibir os parentes de réus de testemunharem em um tribunal. Esta emenda perigosa não apenas vai permitir que os torturadores de mulheres e crianças saiam ilesos de crimes, como também configura um retrocesso na luta por mais direitos para as mulheres e o estado de Direito no Afeganistão. Exigimos que V. Exas votem contra esta proposta e façam tudo que estiver ao seu alcance para impedir que ela se torne lei.
Vendida como noiva aos 12 anos, Sahar Gul vivia em uma casa do terror. Os parentes de seu marido a mantinham presa no porão, espacavam-na com canos de ferro quente e deixavam-na passar fome. Quando ela se recusou a se prostituir para conseguir dinheiro para eles, seus torturadores arrancaram suas unhas.
A sentença dos seus agressores foi reduzida a apenas 1 ano de prisão e eles estão livres novamente! Pior ainda: a Câmara dos Deputados de seu país aprovou uma lei que proíbe que membros da família dos agressores testemunhem a violência em um tribunal. Isso fará com que inúmeras crianças e mulheres jamais consigam Justiça para seus casos.
Temos poucos dias para impedir este ataque aos direitos das mulheres. Em outras oportunidades, o Senado afegão já conseguiu barrar projetos assim e funcionários de alto escalão nos disseram quea comunidade da Avaaz pode dar o empurrão de que eles precisam para ajudar a barrar essa proposta antes que ela seja levada a plenário para votação. Assine a petição com urgência -- quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas vamos lançar uma campanha publicitária local com foco nos principais Senadores até que essa proposta seja enterrada. Clique no link abaixo e assine a petição: https://secure.avaaz.org/po/justice_for_afghan_women_loc/?bUSQKab&v=28383 Fonte: https://secure.avaaz.org/po/justice_for_afghan_women_loc/?bUSQKab&v=28383
Dona Isabel que história é… Dona Isabel que história é essa, de ter feito abolição…
De ser princesa boazinha, que libertou a escravidão… Tô cansado de conversa, tô cansado de ilusão.. Abolição se fez com sangue, que inundava este país; Que o negro transformou em luta, cansado de ser infeliz;
Abolição se fez bem antes, e ainda há por si, fazer agora… Com a verdade da favela, e não com a mentira da escola Dona Isabel chegou a hora, de se acabar com essa maldade;
De se ensinar aos nossos filhos, o quanto custa a liberdade… Viva Zumbi nosso rei negro, que fez-se herói lá em Palmares… Viva a cultura desse povo, a liberdade verdadeira… Que já corria nos Quilombos, e já jogava capoeira;
"Tire o seu racismo do caminho, que eu quero passar com a minha cor". Georges Najjar Jr
Mãe manifesta discriminação racial fazendo uso da imagem de sua filha. Vídeo de extremo mau gosto, titulado: "Sofia, nega do cabelo duro, foi postado no You Tube.
A primeira coisa a ser dita é que nada nos preparou para escrever essa carta. Mesmo assim, em nome de mães e pais negros e afrodescendentes, precisamos falar sobre um vídeo de sua responsabilidade postado no youtube. Estou falando de Sofia, Nega do Cabelo Duro, em que uma criança com o rosto pintado de negro interpreta essa famosa marchinha que há muito tempo sabemos ser racista.
Acreditamos que a pequena Sofia seja próxima a você, talvez sua filha, sobrinha. Ela aparece gesticulando e fazendo caretas, contrariada enquanto usa vários pentes. Seu cabelo é apresentado como complicado, “difícil”, “duro”. Enfim, não “desmancha nem na areia”. Somente o maior dos pentes, o amarelo, consegue resolver o “problema”. É o “pente que te penteia”.
Imagino também que você, como muitas pessoas, dirá que foi uma “divertida” e “inocente” “homenagem”. Que o objetivo dessa “brincadeira” não foi ofender mulheres (e meninas) negras e afrodescendentes. Só que foi justamente esse o efeito de seu vídeo, e por isso decidimos escrever, para que o preconceito contra nossa pele e nosso cabelo acabe.
Desde a colonização deste país, a pessoa negra é tratada como uma “raça à parte”, como se não fosse incluída na humanidade, como se nossa aparência não fosse “correta”. Como se o “normal” e desejável fosse ser branco, de cabelos lisos. Como muitas pessoas pensaram assim ao longo dos séculos e ainda pensam, o racismo ainda contamina profundamente a maneira como somos mostrados na televisão, nas revistas e também na internet.
A ideia de que ser branco é ser bonito faz com que milhões de mulheres pretas comprem produtos de alisamento e relaxamento para que seus cabelos percam volume, para que se sintam mais “aceitáveis” dentro de um padrão eurocêntrico racista. Assim como ensinou Sofia, nós também somos ensinadas que nossos cabelos são “ruins”, “difíceis de cuidar”. Que não são bonitos e nem práticos. Isso nos destrói por dentro desde muito cedo.
É assim que a autoestima de crianças, adolescentes e mulheres negras é destruída. É assim que, ao invés amar quem somos e nossas origens, aprendemos a odiar nossos corpos, nossos cabelos. É por isso que muitas de nós tentam se parecer com aquilo que o racismo diz que é correto, que é ser limpo, que é ter uma aparência profissional. É por isso que muitas mães alisam os cabelos de suas filhas tão cedo.
Só que, ao longo dos anos, homens e mulheres pretas vem se unindo para lutar contra o racismo. Trabalhamos o conceito de amor e de manutenção de nossas características individuais, que são lindas. Não somente entre nós, como também em nossos filhos, pois percebemos que é muito importante que o nosso povo não aceite tamanha opressão. Que acredite que a cor da nossa pele e a textura dos nosso cabelos não pode interferir na maneira como as pessoas nos enxergam.
Talvez você não saiba, mas pintar o rosto para fazer imitações de pessoas negras é racismo. É divertido para muita gente, mas não para todo mundo. É um tipo de humor que tem aparecido com muita frequência na televisão, infelizmente. Um dos maiores exemplo disso é a Dona Adelaide do Zorra Total. O nome desse tipo de piada em português é Cara preta (Black Face). Aqui você pode ler um ótimo artigo sobre o assunto, explicando com detalhes porque são terríveis.
É o tipo de piada que faz as pessoas pensarem que nós, negros, não somos bonitos, educados e honestos. Que nós, mulheres negras, não temos dentes, que nossos cabelos são feios. É o tipo de piada que ensina às crianças que pessoas negras são fedidas, feias, desagradáveis. Que não é muito bom ter amigos negros. Infelzimente, é quase sempre assim que nós, mulheres negras, aparecemos na televisão.
São essas pequenas grandes piadas que fazem com que as pessoas se esqueçam que nós somos humanos tanto quanto pessoas brancas. E quando as pessoas se esquecem que nós somos humanos, elas se acostumam com o racismo. O racismo, por sua vez, faz com que as pessoas achem normal que nossos jovens morram cedo, que nossas crianças não tenham educação de boa qualidade.
Precisamos dizer com toda sinceridade que estamos acostumadas com esse tipo de piada. Mas seu vídeo é o único que vi até hoje onde uma criança, que provavelmente não tem a menor ideia do que tudo isso significa, faz esse tipo de coisa. Por causa disso, não somos apenas nós, mulheres adultas, que somos motivo de riso. São nossas crianças, nossas filhas.
Falaremos em nome de todas as mães negras e afrodescendentes cujas filhas, infelizmente, serão chamadas de negas do cabelo duro várias vezes ao longo da vida. Certamente um “elogio” que nenhuma mãe gostaria de ouvir. Nós podemos, como mães e pais, combater esse racismo. Mas você também pode Tania, ensinando que esse tipo de brincadeira nunca deveria ser repetida.
Não conseguimos entender até agora que mensagem você tentou passar pra Sofia. Afinal de contas, está claro que a pequena é branca apenas pros padrões brasileiros, porque todo brasileiro se acha MUITO branco, né? Mas na verdade, sabemos que o motivo de seu cabelo ser cacheado é justamente o sangue africano correndo em suas veias, o que faz com que ela seja afrodescendente.
Sinceramente? Seu vídeo é de extremo mau gosto. Estimula crianças a desrespeitarem quem são. Afinal, por que ensinar uma criança a pintar seu rosto de preto, que “cabelo duro” é “coisa de preto”? Por que ensinar uma criança a ser racista? Por que não ensinar que todos os seres humanos nascem diferentes e que justamente por isso somos maravilhosos? Que devemos amar e respeitar quem é diferente de nós, por que é assim que seremos respeitados?
Estamos numa era de transformação, na qual todos os seres humanos se encaixam e devem ser respeitados. Uma época em que todos devemos nos amar como somos, com o cabelo que temos. Ensinar o contrário põe a perder o trabalho de séculos de luta para que seja quebrado de uma vez por todas este estigma de que pessoas negras são “feias”, tem o cabelo “duro”.
Pedimos, por favor, que repense sua atitude com relação a toda a população preta, mas principalmente com uma criança “branca” que está em formação. O racismo, desde o início dos tempos, é coisa ensinada e assim segue seu fluxo. Crianças aprendem em casa e reproduzem na escola o ódio ao preto, traduzido em “brincadeira de criança” para quem pratica, mas uma quebra da autoestima pra quem sofre.
Hoje, Sofia é apenas uma criança, mas um dia vai crescer e entender. Espero que até lá esse episódio triste seja superado. Que ela tenha a oportunidade de viver num Brasil sem racismo e preconceitos de todo o tipo. É o que desejamos para ela, de coração. Porque assim, desejamos para nós mesmas e para todas as nossas crianças negras e afrodescendentes. Agora e no futuro.