sexta-feira, 25 de junho de 2010

O QUE VOCÊ FARIA SE VOCÊ COM VOCÊ?

CARÍSSIMOS, RECEBI ESTE E-MAIL E QUERO DIVIDÍ-LO COM VOCÊS PARA QUE, POSTERIORMENTE, POSSAMOS COMPARTILHAR NOSSAS CRÍTICAS EM RELAÇÃO AO CONTEÚDO DO MESMO. 

Prezad@s,

No dia 16 de abril, fazia o trajeto Salvador - Porto Seguro para fazer uma conferência no I Encontro Internacional de Educação da Costa do Descobrimento, quando no aeroporto o agente da Polícia Federal me informou que eu não poderia viajar sem que retirasse o meu lenço da cabeça.



Minha reação foi de lhe afirmar categoricamente que não faria isto, pois, muito me admirava que em uma cidade como Salvador, que é tradição mulheres andarem de lenço e de turbantes, como é o caso do povo de santo e das baianas de acarajé, a polícia ainda não tivesse se equipado para esta ação.


Assim, afirmei que hoje eles queriam que eu tirasse o lenço, amanhã seria minha calcinha e sutien. Afirmei que não viajaria mais tomaria minhas providências. Disse que entendia que o procedimento estava equivocado e que havia racialização da minha cultura. 


Houve liberação de minha passagem pelos detectores de metais, mas com muita insatisfação.

Não fiquei constrangida, mas poderia ser muito constrangedor se este fato acontecesse com pessoas que desconhecem seus direitos.


Atenciosamente,


Marise de Santana 

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“Como professor, não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância, se não supero permanentemente a minha”. Paulo Freire

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