domingo, 18 de abril de 2010

COMO UM CEGO VÊ - Por Gilmar de Freitas Mariano

De acordo com censo brasileiro de 2000, 16,5 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual e 159 mil são incapazes de enxergar. Cabe a todos, aceitar e aprender a conviver com estas diferenças, diminuindo assim o preconceito.

os olhos de um cego são os dedos das mãos;

Os olhos de um cego são os ouvidos;
O olho de um cego é a bengala;
Os olhos de um cego são os olhos de um ser humano ou de um cão guia;


Quando perdemos um sentido, passamos a usar mais os outros e por ser necessário, aguçamos os que nos restaram.

O tato é desenvolvido e um cego reconhece formatos, objeto e tudo mais que possa ser tateado. Através do Braille (sistema de leitura e escrita para deficientes visuais), o cego pode ler qualquer informação ou conteúdo.


Livros, revistas, e outros materiais publicados em Braille ou gravados em fitas cassete ou cd, possibilitam a inclusão dos cegos no mundo da cultura.


Os softwares de vozes, os quais podem serem instalados em qualquer computador equipado com multimídia, propicia aos cegos o acesso ao mundo da informatica. Os softwares lê com uma voz audível tudo que vai aparecendo na tela, menos as imagens sem descrição e alguns tipos de tabelas, mas se o site obedecer as normas de acessibilidade na WEB, não só os deficientes visuais como todos os outros deficientes terão total autonomia para navegarem.

Através da audição um cego atravessa uma rua, reconhece as pessoas, trabalha com sons e etc.
A bengala possibilita um cego ser independente, é através dela que o cego vai se locomover para a escola, para o serviço, para a casa do amigo (a) e etc.


Quando a cidade tem acessibilidade urbanística e o povo tem consciência , ou seja, não tenha buracos, bicicleta, carro, placas publicitárias, orelhões sem alinhamento adequado e outros nas calçadas, os cegos e os demais cidadãos se locomovem independentemente.

O guia humano é útil em certas ocasiões, como por exemplo em uma corrida, num lugar que não tenha nenhum tipo de acessibilidade, dentro de ambientes desconhecidos e outros. Já o cão guia, assim como a bengala facilita a independência de um deficiente visual, mas no Brasil ainda a poucos devido seu preço e a falta de informação. Em outros países mais desenvolvidos o cão guia faz parte da vida de muitos deficientes visuais.


"havendo acessibilidade, humanidade, eu digo que um cego vê tudo mas, o mundo não é só o que se vê!!!"



Texto e imagem de: GILMAR DE FREITAS MARIANO  - Julho de 2004
Acesse o site: http://intervox.nce.ufrj.br/~gilmar/cegove.html
Aprende Braille gratuitamente: http://www.braillevirtual.fe.usp.br/



"O preconceito é o pior sentimento que existe na Terra e ao lado da má qualificação dos profissionais da educação, ele é o causador do insucesso de muitos deficientes" (Gilmar de Freitas Mariano).


A afirmativa acima foi feita pelo estudante de pedagogia Gilmar de Freitas Mariano, de 20 anos. Cego desde os 12 anos de idade, devido a um acidente com arma de fogo, Mariano sempre soube lidar com o preconceito que sofreu - por causa da deficiência - por parte de professores e alunos durante os estudos em escola regular. Já na faculdade, ele conta que as pessoas são mais compreensivas e o enxergam como ser humano e não como alguém que tem deficiência.Apesar da dificuldade que, geralmente, a pessoa com deficiênciaencontra para conseguir uma vaga no mercado de trabalho, Mariano começou a trabalhar com 16 anos. Ele atuou em central de Call Center e foi operador de uma central telefônica. Hoje, além de cursar o 3º ano de pedagogia, ele trabalha como telecomunicador em uma agência do banco HSBC em Curitiba, cidade onde mora atualmente. Nas horas vagas, este paranaense de uma família de seis irmãos, realiza trabalhos voluntários escrevendo artigos para a Agênica Juvenil de Notícias YbNews (www.ybnews.org.br) e presta consultoria em criação de sites acessíveis à pessoa com deficiência.  Informações disponíveis em: http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=7493&cod_canal=3  Janeiro/2005

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“Como professor, não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância, se não supero permanentemente a minha”. Paulo Freire

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