terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VOCÊ QUER SER PROFESSOR(A) UNIVERSITÁRIO(A)? Então não deixe de ler esse texto de Larissa Leiros Baroni

- Caro leitor, Se você tem dúvidas sobre como proceder para conquistar um cargo de docente nas universidades públicas e particulares esse texto pode auxiliá-lo, pois ele aborda características dos processos seletivos para ambos setores.

%Setor privado

Enquanto o ingresso em universidades públicas se restringe aos concursos públicos, os processos seletivos nas instituições privadas são mais flexíveis. Mas mesmo diante dessas diferenças, as etapas da seleção, em geral, são similares. As triagens passam por provas escritas, práticas e avaliação de títulos. A maior peneira é feita por meio das provas escritas.

Para a participação das provas práticas, em geral, os candidatos são obrigados a preparar uma aula e apresentá-la a uma comissão julgadora. "O teste avalia o domínio do conteúdo, a exposição das idéias, a didática, a empatia, a motivação e a flexibilidade dos profissionais para responder perguntas", descreve Joyce. Segundo ela, o tom de voz, a expressão corporal e a comunicação verbal podem fazer grande diferença na apresentação do profissional. "Nada de dar a aula experimental olhando para a parede, tampouco sentando na cadeira. Procure estabelecer uma sintonia com os avaliadores", orienta Joyce.

A pró-reitora de graduação da PUCRS enfatiza ainda a necessidade de se estabelecer um planejamento. "A aula precisa ter começo, meio e fim. De nada adianta querer passar todo o seu conhecimento em apenas uma hora. Você pode não passar nada ao querer falar tudo", diz Solange, que sugere ainda o uso de matérias de apoio para facilitar a exposição.

De acordo com Solange, os processos seletivos são definidos nas avaliações de títulos. Ela revela que são avaliados os cursos, as titulações, as experiências profissionais e acadêmicas e o envolvimento com a produção científica. Nesse quesito, a pró-reitora da PUCRS acrescenta que qualquer atividade, formação ou até mesmo aquela monitoria realizada na graduação pode fazer a diferença no processo de seleção.

% Setor público


Tanto nas instituições privadas como nas públicas - federais, estaduais e municipais - os chamados especialistas são contemplados no cargo de professor auxiliar. "O primeiro nível de uma escala que pode chegar até cinco níveis", aponta Edgar Gaston Jacobs Flores Filho, consultor na área de direito educacional e professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto). "As diferenças entre os degraus se limitam à titulação, à carga horária de trabalho e à remuneração", acrescenta ele.

Embora as oportunidades para profissionais sem nível de mestrado e doutorado no setor público também sejam reais, Ricardo Miranda, diretor de Recursos Humanos da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) aponta a baixa oferta de vagas para o cargo. "Sem pós-graduação stricto senso, as chances de ingresso no sistema federal, municipal e estadual diminuem consideravelmente", relata ele, que também é reitor da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

Mas para aqueles que pretendem progredir na carreira docente, dedicando-se integralmente às salas de aulas, a busca por titulações será essencial. É o que garante Miranda. Segundo ele, a graduação é apenas o primeiro passo da longa jornada de estudos que passa por especializações, Mestrado, Doutorado, mas não termina com o Pós-Doutorado. "Quanto maior o grau de escolaridade, maiores escalas poderão ser alcançadas na pirâmide hierárquica da carreira acadêmica", garante Flores Filho.

Nas universidades federais, por exemplo, as oportunidades se restringem a cinco classes: auxiliar, assistente, adjunto, associado e titular. Cada uma delas subdivididas em quatro níveis. Com algumas diferenciações, as carreiras nas universidades estaduais e municipais também mantêm cinco classes (auxiliar, assistente, adjunto, titular e pleno), cada uma delas mantém apenas dois níveis. É o que explica Antonio Joaquim Bastos da Silva, vice-presidente da Abruem (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e reitor da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz). "As regras, no entanto, são adaptáveis às legislações estaduais, bem como às particularidades de cada instituição", destaca ele.

Enquanto as exigências para o cargo de professor auxiliar se restringem à graduação completa e, em alguns casos, ao título de especialistas, às vagas de assistente são direcionadas a profissionais que tenham concluído o mestrado. Já as oportunidades para os cargos de adjunto, associado, pleno e titular exigem, no mínimo, o título de doutor. Miranda faz referência a um reaquecimento das oportunidades no sistema federal de ensino com o Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).

A progressão na carreira acadêmica não se restringe apenas à titulação. "Embora os avanços entre as classes sejam baseados essencialmente no grau de escolaridade do professor, as evoluções nos níveis são definidas por critérios de tempo e merecimento", explica o consultor de direito educacional. "Há uma exceção no caso da progressão ao cargo de titular nas instituições federais que exige a aprovação em um processo seletivo próprio", acrescenta Flores Filho. O mesmo procedimento, segundo o vice-presidente da Abruem, é adotado pelas instituições estaduais e municipais para a ocupação das vagas disponíveis para os cargos titular e pleno. O tempo da progressão também varia de acordo com a universidade. De um lado, as federais que determinam o limite de dois anos para os avanços nas escalas horizontais. Do outro, as estaduais que determinam um estágio probatório de, no mínimo, três anos.

Para Silva o segredo do sucesso na carreira está na vivência acadêmica. "Procure não se restringir apenas à sua função. Além de se envolver com as atividades da graduação, se engaje na pós-graduação com a orientação de alunos de mestrado ou doutorado e com a participação em grupos de pesquisas. Ocupar cargos administrativos também pode ser uma forma de manter destaque e crescer de maneira mais rápida e consistente", orienta o vice-presidente da Abruem.

Leia na íntegra: http://www.universia.com.br/docente/materia.jsp?materia=18827

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“Como professor, não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância, se não supero permanentemente a minha”. Paulo Freire

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